Autores:

Catarina Rodrigues; Carina Pereira; Rui Medeiros; Mário Dinis-Ribeiro  ON 2010, 14 ; novembro 2010; On-line publication: novembro 2010

A partir de uma série consecutiva de doentes oncológicos com cancro colorrectal submetidos a quimioterapia (n=108), foi realizado um estudo de caso-controlo de forma a determinar o papel dos polimorfismos genéticos nos genes que medeiam a resposta inflamatória no processo de evolução da mucosite oral. Foram ainda incluídas outras variáveis para estudo, capazes de influenciar o risco individual para desenvolver este efeito secundário. Contudo, não foram identificadas quaisquer divergências entre géneros, idade média dos participantes, índice de massa corporal, diabetes mellitus, prótese dentária, hábitos tabágicos e alcoólicos e alterações hematológicas nos grupos caso e controlo.

A mucosite oral prévia foi identificada numa grande proporção de casos (35%) (vs 0% no grupo controlo, p=0.001). Os portadores do alelo A na posição -308g>a no gene tnf-a(genótipos ga e aa) possuem um risco diminuído para desenvolver a mucosite oral (Or=0.266; 95%Ic: 0.073-0.964) após os tratamentos de quimioterapia específicos para cancro colo-retal. para que se possam estabelecer medidas profiláticas e realizar diagnósticos precoces da mucosite oral em indivíduos com cancro colo-retal submetidos a quimioterapia serão necessários estudos ulteriores que incluam os fatores preditivos identificados.

Palavras-chave: mucosite oral; polimorfismos genéticos; cancro colo-retal; quimioterapia; inflamação

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