Autores:

Elsa Oliveira Mourão; José Luís Pais Ribeiro   ON 2008, 4; janeiro 2008; On-line publication: janeiro 2008

O Transplante de medula Óssea (TmO) é uma oportunidade de cura ou aumento da sobrevida livre de doença em inúmeras doenças oncológicas ou não. É um processo médico complexo associado a grande morbilidade e mortalidade e com consequências na qualidade de vida dos doentes.

Com o objetivo de conhecer a Qualidade de vida (Qdv) destes doentes nas várias fases do tratamento realizou-se um estudo exploratório de comparação entre três grupos, um de doentes internados para TmO (n=30), um de doentes em período ambulatório pós TmO (n=30) e um terceiro grupo livre de doença (n=30).

Utilizaram-se vários questionários, um com questões biográficas, um específico para avaliação de Qdv de doentes submetidos a TmO (BmTsurvivors), um de avaliação de saúde mental (mHi5) e um de avaliação de afeto positivo e negativo (Panas). Os dois grupos de doentes foram comparados entre si e, posteriormente, comparados com o terceiro grupo. Neste último caso aplicou-se uma versão ii do questionário sem itens de doença. Não se encontraram diferenças com significado estatístico entre os grupos de doentes, apesar da Qdv ser explicada por diferentes pontuações de cada uma das dimensões que a constituem. Em relação à comparação dos três grupos voltou-se a não encontrar diferenças com significado estatístico o que aponta para níveis de Qdv dos doentes semelhantes à população sem doença.

Mais uma vez o valor global da Qdv é o obtido através de diferentes pontuações para cada dimensão da Qdv nos diferentes grupos. A dimensão espiritual assume posição de destaque nos grupos de doentes, reforçando a teoria de que a força interior, a fé e esperança de que o tratamento represente a cura são uma mais valia para estas pessoas.

Podemos concluir que o TmO é um tratamento cheio de esperança na cura e numa vida melhor e que apesar da complexidade dos efeitos secundários representa uma segunda oportunidade de vida que vale a pena viver. esta é uma perspetiva interessante que deve ser valorada pelo enfermeiro no cuidar diário do doente transplantado.

 

Palavras-chave: Transplante de medula Óssea; células hematopoiéticas; Qualidade de vida

 

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