Autores:

Célia Santos; Lígia Lima; Celeste Bastos-Almeida; M. Jorge Freitas Almeida  ON 2017, 27 ; novembro 2014; On-line publication: novembro 2014

Resumo: Os sarcomas são tumores malignos raros, com origem no tecido conjuntivo ou no tecido ósseo, cujo tratamento mais comum é cirúrgico, ao que se associa a quimioterapia e/ou a radioterapia.

O presente estudo, inserido no contexto de outro mais alargado, teve como objetivos descrever a perceção de suporte social e de ajustamento emocional dos doentes com sarcomas, bem como os seus determinantes sociodemográficos e clínicos. Desenvolveu-se um estudo descritivo e transversal em dois contextos hospitalares do nosso país, numa amostra de 30 pessoas com sarcomas (ósseos e das partes moles), com uma média de 38 anos de idade e 10 anos de escolaridade, na sua maioria casados e empregados. Em termos clínicos, uma parte significativa da amostra (n=16; 53%) já tinha iniciado tratamento para a doença, como as exéreses cirúrgicas de sarcomas, metástases ou plastias cutâneas, ao que se associavam outros tratamentos complementares. Foram administrados os seguintes instrumentos: um questionário de caracterização sociodemográfica e clínica e as versões portuguesas da Escala de apoio Social (EaS) e da Escala de ansiedade e Depressão Hospitalar (EaDH).

Os resultados indicaram que a amostra tinha uma perceção positiva sobre o seu suporte social e apresentava valores indicativos de ansiedade “ligeira”, não apresentando sintomas de depressão, embora alguns participantes da amostra se encontrassem com níveis de ansiedade moderada a grave, indicativos da necessidade de intervenções urgentes de cariz psicossocial. Foi ainda evidenciada uma relação estatisticamente significativa entre as variáveis em análise e algumas variáveis sociodemográficas (como a idade, a escolaridade, o número de pessoas que coabitavam com os participantes da amostra e o seu número de filhos), mas não com as variáveis clínicas. Consideramos que estes resultados se devam essencialmente ao tamanho diminuto da amostra, pelo que sugerimos a continuidade do presente estudo no sentido de podermos confirmar estas e outras relações entre as variáveis.

Julgamos que este estudo se apresenta como um primeiro olhar sobre uma problemática que carece ser aprofundada, no sentido da identificação de grupos vulneráveis e que necessitam de um maior acompanhamento pelos técnicos de saúde, desde as fases iniciais da doença e do seu tratamento. Os enfermeiros devem conceber e implementar processos de monitorização desses grupos vulneráveis e implementar terapêuticas ajustadas às suas reais necessidades.

 

Palavras-chave: Sarcomas; ajustamento psicossocial; ansiedade e depressão; apoio social em saúde.

 

 

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