Autores:

Ana Real; Manuela Cerqueira; Teófilo Sousa    ON 2017, 35 ; novembro 2017; On-line publication: novembro 2017

Resumo: Apesar dos avanços tecnológicos no diagnóstico e tratamento das doenças pediátricas, a morte na infância é uma realidade persistente. A evidência nacional retratada nos serviços de pediatria dos nossos hospitais reforça a urgência de existirem Cuidados Paliativos Pediátricos.
O objetivo deste estudo é compreender as implicações do cuidar da criança em fim de vida e família para os enfermeiros numa unidade de Pediatria.

Quanto às estratégias metodológicas, optou-se por uma abordagem qualitativa, por um tipo de estudo descritivo-exploratório, sendo utilizada como instrumento de recolha de dados a entrevista semiestruturada, procedendo-se ao seu tratamento através da análise de conteúdo.
A amostra teórica é constituída por 11 enfermeiros que exercem funções no Serviço de Pediatria do Instituto Português de Oncologia do Porto.

Os resultados obtidos evidenciam que as vivências do cuidar a criança em fim de vida e a família desperta nos enfermeiros um amplo conexo de sentimentos/emoções e pensamentos singulares, intrínsecos a uma relação terapêutica significativamente marcada pela consciência da responsabilidade profissional, gratificação de boas memórias e a não-aceitação da morte. Expressam o significado de cuidados paliativos pediátricos, como controlo de sintomas, qualidade de vida e, particularmente, como cuidados não curativos. O significado de fim de vida descrito centra-se na ideia de morte orgânica/física e no descontrolo da doença.

Palavras – chave: Cuidados Paliativos; Fim de vida; Criança; Família; enfermeiros

 
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